Universidade anula doutoramento a Carlos Bernardes

A Universidade de Lisboa anulou o grau de doutoramento a Carlos Bernardes, presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, que recorreu para o Tribunal Administrativo de Lisboa, depois de o Ministério Público (MP) o acusar de plágio na sua tese de doutoramento.

Fernando Pratas, advogado de Carlos Bernardes, afirmou à agência Lusa, esta segunda feira, que o autarca foi notificado pela Universidade de Lisboa a informá-lo da anulação do grau académico de doutoramento “por causa do plágio”, ainda antes de ter sido deduzida a acusação do Ministério Público no âmbito do processo-crime em curso.

Carlos Bernardes recorreu da decisão para o Tribunal Administrativo de Lisboa, onde está a decorrer uma ação nesse sentido.

Fernando Pratas justificou que a decisão da universidade em relação à tese é inoportuna, “porque a decisão de anular ou não anular depende do resultado do processo-crime”, explicando que a decisão da universidade deveria “ficar suspensa até a decisão do tribunal no âmbito do processo-crime transitar em julgado”.

Relembre-se que o MP acusou o autarca de um crime de contrafação, no passado dia 9, por alegado plágio de 40 textos originais na sua tese de doutoramento.

O advogado de Carlos Bernardes, adiantou à Lusa que o MP propôs ao arguido o pagamento de cerca de quatro mil euros para a suspensão e posterior arquivamento do processo, mas o autarca “não aceitou por entender que não plagiou, mas usou uma técnica menos apurada”.

Assim, Fernando Pratas, vai pedir abertura da instrução.

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