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Há cada vez mais veterinários a recusar eutanasiar um animal


Nem mesmo o facto de a eutanásia apenas “ser usada em casos extremos” minimiza a situação / Créditos de imagem: Pixabay

Há cada vez mais veterinários a evitar, ou até mesmo recusar, eutanasiar um animal, mesmo quando os tutores o sugerem. Segundo o Bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários, José Cid, há cada vez mais profissionais a revelar “dificuldade” em aplicar “este ato médico” e nem mesmo o facto de a eutanásia apenas “ser usada em casos extremos” minimiza a situação.

Vários estudos, que têm sido feitos ao longo dos últimos anos, sugerem que a medicina veterinária está entre as profissões com maior número de casos de esgotamento -“burnout” - e suicídio. Entre as principais causas estão a incapacidade de salvar um animal, as acusações injustas de que são alvo, por parte de tutores desesperados, as muitas horas de trabalho, as baixas remunerações e a própria eutanásia.

Em entrevista à CNN Portugal, José Cid, citado pela Nit, explica que há um “novo paradigma” na medicina veterinária: os profissionais evitam, cada vez mais, eutanasiar um animal e muitos alegam objeção de consciência para não fazerem inspeções a matadouros.

“Na prática em clínica de animais de companhia, começam a aparecer médicos veterinários que se recusam a fazer uma eutanásia”, diz José Cid. E nem mesmo o facto de a eutanásia apenas “ser usada em casos extremos” minimiza a situação, pois há cada vez mais veterinários a revelar “dificuldade” em aplicar “este ato médico”, acrescenta. Para que seja aplicado é preciso “haver motivo” e é “sempre levado em conta o sofrimento do próprio animal”.

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