ELSA BAIÃO A FRENTE DO CENTRO HOSPITALAR DO OESTE, FALA DAS DIFICULDADES QUE TEM ENCONTRADO

Ainda muito no início do seu mandato à frente do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), a presidente do Conselho de Administração, Elsa Baião, reparte os seus dias entre as três unidades que o constituem: os hospitais de Torres Vedras, Caldas da Rainha e Peniche.

“Encontrei uma instituição com grandes carências e vários problemas, como a antiguidade dos edifícios, a degradação e as limitações estruturais das instalações e a falta de espaços físicos para alguns serviços de internamento e para áreas de ambulatório.”.

“Mas deparei-me também com a inexistência de uma Unidade de Cuidados Intensivos em qualquer um dos polos, a exiguidade dos serviços de Urgência, uma assinalável desatualização tecnológica e equipamentos em fim de vida, a dispersão de recursos por 3 unidades geograficamente distanciadas, o ratio baixo do número de camas hospitalares para a população abrangida (1,1 camas por cada 1000 hab., contra 2,1/1000 em Portugal).”

Elsa Baião faz ainda referência à “inexistência de valências básicas, de acordo com os padrões em vigor (Anatomia Patológica, Cuidados Intensivos, Nefrologia) e a necessidade de redimensionamento de várias áreas, como a Urologia, a Oftalmologia, a Cardiologia, a Neurologia e a Psiquiatria”.

“O património do CHO inclui três igrejas, um museu e umas cavalariças, com manutenção complexa”

“Não há um milímetro disponível para alargar serviços”

“Algo que condiciona muito a nossa capacidade de resposta é a questão da antiguidade dos edifícios e a degradação das instalações e dos equipamentos”, afirma Elsa Baião. “Foi uma coisa que me chocou bastante. Era para mim um dado adquirido, mas quando o constatamos no local o impacto é diferente.”

Para Elsa Baião, a unidade hospitalar de Torres Vedras, é “a mais degradada”e recorda um dado relevante: “Em 2014, o Hospital do Barro foi desativado e integrado no Hospital de Torres Vedras e essa é uma das condicionantes, pois, encaixou dois hospitais.”

Ou seja, “não há um milímetro disponível para alargar serviços, para criar novas respostas, o hospital está completamente sobrelotado”. E, estando localizado no centro da cidade, “não tem margem para crescer”. Contudo, adianta que será lançado “um concurso para uma obra de remodelação e ampliação da Urgência, cujo espaço é muito pequeno e pouco adequado para as necessidades da medicina atual”.

“Espero que consigamos fazer crescer e diferenciar o CHO”, palavras de Elsa Baião.

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