CARLOS BERNARDES, PRESIDENTE DA CÂMARA DE TORRES VEDRAS, PEDE ABERTURA DE INSTRUÇÃO

O presidente da Câmara de Torres Vedras, Carlos Bernardes, pediu a abertura de instrução no processo em que está acusado de plágio na sua tese de doutoramento.

“Consideramos que a acusação é fraca, falta provar que há plágio e nenhuma das pessoas plagiadas fez qualquer reclamação contra esse plágio”.

“Entendemos que há elementos que podem levar a uma nova apreciação da prova em sede de instrução e ao arquivamento do processo”, acrescentou o autarca.

Em abril, o Ministério Público (MP) acusou o autarca, por plagiar 40 textos originais na sua tese de doutoramento.

O Ministério Público, propôs a Carlos Bernardes o pagamento de cerca de quatro mil euros para a suspensão e posterior arquivamento do processo, mas o Presidente da Câmara de Torres Vedras “não aceitou por entender que não plagiou, mas usou uma técnica menos apurada”.

Na altura, Carlos Bernardes considerou, em declarações à Lusa, que o seu estudo é inovador, apesar de admitir “eventuais falhas” na identificação das fontes, que estava disponível a corrigir.

A Universidade de Lisboa nomeou uma comissão científica que veio a concluir que “a tese não é original”, mas sim “plágio académico” devido à “utilização fraudulenta de obras alheias na tese de doutoramento”.

A instituição de ensino superior veio a anular o grau de doutoramento de Carlos Bernardes ainda antes de ter sido deduzida a acusação e o arguido recorreu para o Tribunal Administrativo de Lisboa

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