A AE Física consumou a subida directa à 1.ª Divisão ao empatar a uma bola com o SC Tomar, o outro candidato na luta pela liderança final da Zona Sul da 2.ª Divisão.
Num jogo nem sempre bem jogado, valeu a incerteza até ao último segundo, e a grande exibição dos guarda-redes, em particular, Pedro Chambel, guarda-redes da equipa de Torres.
Começou melhor o Física que logo ao segundo minuto inaugurou o marcador por intermédio de Carlos Garrancho. Se o empate já chegava ao conjunto de André Gil, este golo madrugador deu ainda mias alento. A formação ribatejana demorou a entrar em jogo, mas aos poucos fez aquilo que lhe competia, assumindo de forma gradual as despesas do jogo.

Essa atitude acabou por levar a equipa de Nuno Domingues a fazer muitas faltas, fruto da entrega e procura da bola na partida.
Até ao intervalo duas soberanas oportunidades para a equipa torriense, primeiro com Carlos Garrancho a falhar um livre direto a castigar a 10.ª falta leonina e a um minuto do intervalo foi a vez de Vicente Alves também não conseguir ludibriar Daniel Leal na marcação de um livre direto a penalizar a equipa do SC Tomar por amostragem de um cartão azul a Filipe Almeida.
Na segunda parte acentuou-se a pressão do SC Tomar perante um Física mais preocupado em fechar os caminhos da sua baliza e apostando na imprevisibilidade do seu capitão, Carlos Godinho, parar tentar surpreender o ultimo reduto leonino.
O SC Tomar tem aos tres minutos oportunidade de fazer o empate, mas Ivo Silva não consegue converter o livre direto a castigar um cartão azul mostrado a Garrancho.
Aos oito minutos novamente a Física a poder aumentar o score, mas mais uma vez a atenção do guardião nabantino a anular o livre direto apontado por Carlos Garrancho.
Em tarde de falhanços de bolas paradas, é o SC Tomar que pode chegar ao empate, mas David Costa não consegue enganar Pedro Chambel na conversão de um livre direto a castigar um cartão azul a Vicente Alves.
Quando o SC Tomar chegou à 15.ª falta, estávamos a 7 minutos do términus da partida, Carlos Godinho, o capitão da Física podia arrumar a questão do jogo e da liderança, mas a exemplo dos que o precederam, não conseguiu enganar Daniel Leal.
Com o aproximar do fim a pressão leonina era já por demais evidente, mas o golo por isto ou por aquilo não chegava. No entanto a cinco minutos do términus do jogo, Filipe Almeida emenda da melhor forma uma bola perdida dentro da área da Física e restabelece a igualdade.
Se dum lado as ordens era tentar congelar o esférico, do outro era o tudo por tudo para chegar ao golo de forma a poder garantir a primeira posição.
Jogo partido, ao sabor dos momentos de inspiração de cada um dentro de ringue, e a 47 segundos do final a AE Física dispõem de um livre direto a penalizar um cartão azul mostrado a Filipe Almeida, mas Vicente Laves não converte.
O curioso é que neste período em que o SC Tomar jogava em inferioridade numérica, a equipa da casa, nervosa e sem capacidade para segurar a bola viu os ribatejanos desperdiçarem por duas vezes, excelentes oportunidades, a ultima das quais a poucos segundos que Pedro Chambel segurou, e garantiu aí o empate e respectiva subida à primeira divisão.
O SC Tomar foi mais forte nos cinquenta minutos de jogo, faltou-lhe alguma cabeça fria nos momentos cruciais, mas do lado da Física, foi um sofrer até ao ultimo segundo, muito por culpa dos desperdícios de bolas paradas, embora o mérito tenha que ser dado ao guarda redes leonino, que hoje esteve irrepreensível, e não foi por ele que a equipa ribatejana não venceu este encontro.