“Lanzarote, a Janela de Saramago”, vai estar em Torres Vedras a partir do próximo dia 8 de novembro.
Trata-se de uma exposição de João Francisco que vai ser inaugurada nesse dia, pelas 18h, na Cooperativa de Comunicação e Cultura, no âmbito do programa das Festas da Cidade de Torres Vedras.

“Lanzarote, a janela de Saramago” é um diário/caderno de notas sobre o olhar sensorial e apaixonado deste escritor, visto e filtrado pelo olhar de um fotógrafo que em 1998 esteve em Lanzarote para o retratar, e que 15 anos depois regressa para capturar novas imagens e sentir o que aquela terra, no meio do oceano, representou para o único prémio Nobel de Literatura da língua portuguesa.

“Lanzarote, a janela de Saramago” é uma exposição/instalação visual e sonora, composta por fotografias a preto e branco e sépia interagindo com frases de José Saramago. A exposição conta ainda com uma instalação sonora em que se ouve a voz de José Saramago, integrada numa partitura musical criada para a exposição pelos Cindy Kat.

Sobre o local retratado nesta exposição, José Saramago disse: “Uma ilha, mesmo não sendo deserta, é um bom sítio para falar, é como se estivesse a dizer-nos: Não há mais nada no mundo, aproveitem antes que este resto se acabe.

Dentro da cratera esfarrapada de El Cuervo, sem darmos por isso, muitas coisas tornam-se insignificantes. Um vulcão apagado, silencioso, é uma lição de filosofia”.

Esta exposição vai estar patente nas instalações da Cooperativa de Comunicação e Cultura, em Torres Vedras, até 3 de janeiro.
De referir que João Francisco Vilhena nasceu em Lisboa, em 1965. Trabalhou como fotojornalista e colaborou com diversos jornais e revistas, em Portugal e no estrangeiro (como a Ler, a Elle, a Máxima, a Marie Claire, a Oceanos, a Visão, a Grande Reportagem, a Colóquio-Letras, a Der Spiegel, o suplemento cultural DNA e o Le Monde). Foi editor fotográfico do semanário O Independente e do semanário Sol, bem como diretor de arte da Tabacaria (revista literária da Casa Fernando Pessoa). Expõe regularmente desde 1997 em Portugal e no estrangeiro. Assinou vários livros em coautoria.

Ainda de João Francisco Vilhena, no dia 22 de novembro, pelas 17h, também na Cooperativa de Comunicação e Cultura, decorrerá a apresentação do livro “Lanzarote – A Janela de Saramago”, nascido do mesmo projeto que deu origem àquela exposição, o qual foi editado pela Porto Editora em maio de 2014.

Também no âmbito das Festas Cidade de Torres Vedras estará mais uma vez patente na Praça do Município de Torres Vedras e no Largo de S. Pedro desta cidade a instalação Jardim de Castas.

Igualmente do programa deste evento faz parte a exposição “Abstração, Arte Partilhada”, proveniente da coleção do Millenium BCP, que está patente até 17 de janeiro na Paços – Galeria Municipal de Torres Vedras.

Recorde-se que 39 trabalhos de alguns dos mais importantes nomes da arte abstrata podem ser observados nesta exposição, na qual Maria Helena Vieira da Silva é a artista mais destacada. Arpad Szenes, Paula Rego, Mário Cesariny, Manessier, Serge Poliakof, André Lankskoy, António Areal, Júlio Resende, Teresa Magalhães, Menez, Augusto Barros, Luis Dourdil, Justino Alves, Nikias Skapinakis, Manuel D’ Assumpção, Nadir Afonso, António Palolo, Ângelo de Sousa, Jorge Pinheiro, Eduardo Batarda, Fernando Lemos e Luís Demée são os outros autores representados nesta mostra onde se pode apreciar uma arte geométrica, não figurativa e informal, tendo o seu tema permitido recuperar pedaços da história da arte, criando situações de encontro entre os referidos artistas.

“Abstração, Arte Partilhada” é comissariada por Raquel Henriques da Silva e integra o ciclo de exposições de pintura Arte Partilhada Millenium BCP iniciado em 2009 e que tem estado em itinerância por várias regiões do país, visando contribuir para o enriquecimento cultural do mesmo.

Mais informações sobre o evento podem ser consultadas no respetivo site (acessível em: www.torresvedrasemfesta.com).