De 13 de janeiro a 6 de fevereiro encontra-se patente a exposição “Francisco António Ciera e o Telégrafo Português nas Linhas de Torres Vedras”, que pode ser visitada na Expotorres – Torres Vedras, mediante marcação e na qual se aborda a rede de telegrafia visual criada em Portugal e a importância de Francisco António Ciera na sua criação, no contexto das Linhas de Torres Vedras.

No dia 24 de janeiro, sábado, esta mostra poderá ser visitada sem marcação prévia, a partir das 15h00.
Marcações: pelo tlf.: 261 310 483 ou pelos e-mails: museu@cm-tvedras.pt e postoturismo@cm-tvedras.pt

 

As Linhas de Torres
Em 1810, com o exército luso-britânico posicionado atrás das “Linhas de Torres Vedras”, a estratégia delineada exigia uma rápida movimentação de forças que acorreriam quando necessário onde a ameaça fosse iminente. Deveria para isso a informação vital chegar rapidamente a Wellington e depois as ordens deste aos Corpos do Exército, onde quer que estes pudessem estar.

 

A telegrafia visual

Com essa finalidade foi então montada uma verdadeira rede de comunicações (algo nunca anteriormente tentado num teatro de operações militares tão vasto como este).

Doze estações de telegrafia visual foram instaladas em pontos estratégicos, abrangendo ambas as linhas. A par do equipamento britânico – o telégrafo “de 5 balões” (1810) — vieram também a ser utilizados nas Linhas de Torres telégrafos portugueses, da autoria de Francisco António Ciera.
Francisco António Ciera (1763-1814)

Em data anterior – quando ainda apenas se temia em Portugal uma invasão francesa —, Francisco António Ciera, multifacetado cientista português, havia já organizado e implantado uma rede de telegrafia visual em Portugal.

Ciera não só o fez como também inventou três tipos de telégrafo óptico “mais simples, mais baratos, mais fáceis de operar e mais rápidos que todos os outros existentes no mundo nessa época”: os telégrafos “de ponteiro” (1805?), “de 3 persianas” (1809) e “de 3 balões” (1810).
Antecedendo os seus inventos Ciera estudou o telégrafo francês de Claude Chappe (1793), o sueco de Abraham Niclas Edelkrantz (1796) e o britânico de George Murray (1796).

 

A Exposição

Enquadrada num “recriado” ambiente de época, a exposição “Francisco António Ciera e o telégrafo português nas Linhas de Torres” faculta-nos uma leitura destes factos através de painéis infográficos e de réplicas de cada um dos referidos mecanismos.

Três das sete réplicas são apresentadas em escala real: telégrafo inglês “de 5 balões”, telégrafos portugueses “de ponteiro” e “de 3 balões” (as duas últimas inéditas).