Dramas de Princesas  – A Morte e a Donzela é o espetáculo de teatro que sobe ao palco do Teatro-Cine de Torres Vedras no próximo dia 30 de janeiro, às 21h30. Esta peça destina-se a maiores de 16 anos e o preço do bilhete é de 5 €.

As princesas Branca de Neve, Bela Adormecida, Jackie Kennedy, Rosamunda e Diana de Gales revelam-nos toda a verdade. Cinco quadros sobre o feminino do ciclo “A morte e a donzela”, de Elfriede Jelinek, com uma dedicatória a Rogério de Carvalho. Estereótipos penteados a contrapelo, uma história possível da encenação, uma instalação-concerto de máquinas de falar. Ainda uma Princesa tem que, no fim, regressar ao submundo?

Na criação do espetáculo confluem dois interesses que têm ocupado Alexandre Pieroni Calado nos últimos anos: a encenação contemporânea de grandes textos germânicos para teatro e o problema da preservação do conhecimento imaterial das artes da cena. Depois de ter trabalhado Georg Büchner (Lenz /da beleza ou o sistema nervoso dos peixes, 2009, A Morte de Danton/Olhar de Medusa, 2010, Leôncio e Lena/Mecânica das Paixões, 2012, Woyzeck/Woyzeck 1978, 2014), e Heiner Müller (Quarteto, 2013), o encenador inicia agora o seu trabalho com a laureada escritora austríaca. Jelinek, trata de esfolar os arquétipos em “A Morte e a Donzela”. À procura da verdade, Branca de Neve é aqui morta pelo Caçador. A Bela Adormecida é despertada do seu sono pelo Príncipe que, em vez de a libertar, não lhe oferece senão uma existência subjugada a esse «criador» que ele pretende ser. Rosamunde é forçada a reconhecer que o seu estatuto feminino é incompatível com a escrita e que toda a atividade criativa feminina está condenada à morte.

Jackie (Kennedy), cercada pela morte dos seus próximos e prisioneira das imagens que os meios de comunicação fazem dela, não pode viver senão uma existência ilusória.
Ingeborg (Bachmann) e Sylvia (Plath), desesperam por não conseguir fazer mexer o que quer que seja e descobrem-se encerradas num espaço fechado que lhes foi destinado.
Alexandre Pieroni Calado (1975). Direção artística, dramaturgia e encenação.
Texto: Elfriede Jelinek
Tradução: Anabela Mendes
Versão dramatúrgica, encenação e interpretação: Alexandre Pieroni Calado
Cocriação e Interpretação: Alexandra Viveiros, Gustavo Vargas, Paula Garcia, Sandra Hung e Sofia Dinger
Conceção plástica e espaço sonoro: João Ferro Martins
Realização vídeo: João Seiça
Comunicação e Produção: Marta Rema
Desenho de comunicação: Miguel Pacheco Gomes
Direção técnica: João Chicó
Assistência de Encenação: Simão Pamplona
Colaboração científica e artística: Anabela Mendes, Bruno Monteiro, João Brites, João Costa Dias, Rogério de Carvalho, Sara de Castro, Vera San Payo de Lemos
Financiamento: Governo de Portugal, Direcção-Geral das Artes; Câmara Municipal de Almada; Fundação Calouste Gulbenkian.
Parcerias: EGEAC, Lisboa; Festival Temps d’Images/DuplaCena, Lisboa; Alkantara, Lisboa; Teatro Municipal de Almada; Latoaria, Lisboa; Cinemateca Portuguesa; Goethe-Institut, Lisboa; Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa, Almada; Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa; RTP/Rádio Antena 2.