A Câmara Municipal de Torres Vedras associa-se às Jornadas Europeias do Património no próximo fim de semana.

Uma das ações com que assinalará a efeméride será a atividade de desenho integrada na segunda edição do (a)Riscar o Património, a qual decorrerá no dia 26 de setembro, na antiga cerâmica da Ermegeira. Organizada localmente com a Cooperativa de Comunicação e Cultura e sob a coordenação de André Batista, esta atividade insere-se numa iniciativa nacional que terá lugar em mais nove cidades, sob a temática do património industrial, sendo nesse âmbito organizada pela Direção Geral do Património Cultural, em parceria com a Associação Urban Sketchers Portugal.

 

No dia seguinte terá lugar no Forte de S. Vicente a atividade “Linhas de Torres Vedras – Comunicar em tempo de guerra: a eficácia da telegrafia visual no séc. XIX”. Organizada pelas câmaras municipais de Torres Vedras e Mafra, em parceria com o Clube do Stress e a ARADO – Associação de Radioamadores do Oeste, consistirá numa recriação dos sistemas de comunicação do século XIX, utilizados nas Linhas de Torres Vedras. As duas réplicas funcionais do telégrafo de balões utilizado neste sistema de fortificações, instaladas no Forte de S. Vicente e Serra do Socorro, serão utilizadas para comunicar entre si e comprovar como esse telégrafo foi determinante para o sucesso das Linhas de Torres Vedras. Para reforçar essa conclusão, os dois locais serão ligados por mensageiros a pé e a cavalo, de forma a determinar as vantagens da comunicação visual. Será ainda realizada uma demonstração dos modernos sistemas de comunicação, não dependentes das condições climatéricas para a transmissão de dados.

 

O programa desta ação será o seguinte:

 

11h00 – “O outro lado dos telégrafos”

Montagem das réplicas dos telégrafos inglês e português e recrutamento de operadores

14h00 – Reconstituição histórica

Operação dos dois sistemas telegráficos (sessão comentada)

 

15h00 – Envio de mensagem para a Serra do Socorro

         via telégrafo visual

         via mensageiros apeados

         via mensageiros a cavalo

         via rádio

 

 

 

Ainda integrado nas atividades da Câmara Municipal de Torres Vedras relacionadas com as Jornadas Europeias do Património, refira-se que está patente no Museu Municipal Leonel Trindade a exposição “Memórias da Casa Hipólito”.

Esta mostra expositiva dá a conhecer um conjunto de objetos, fotografias e documentos que recordam o que foi aquela unidade fabril – e que fazem parte do Fundo Casa Hipólito que, por iniciativa da Câmara Municipal de Torres Vedras, se encontra à guarda do Museu Municipal Leonel Trindade.

Recorde-se que a Casa Hipólito marcou todo o século XX de Torres Vedras. Teve origem na pequena oficina de latoaria de António Hipólito e ao longo desse século cresceu, passou por uma fase de esplendor, entrou em decadência e extinguiu-se em 1999.

Milhares de braços lá trabalharam, tornando próspera uma empresa que, pouco a pouco, se firmou no mercado nacional e, a partir da Segunda Guerra Mundial, saiu para o mercado externo com um significativo volume de exportações.

Especializou-se em equipamentos de adega e maquinaria ligeira para a lavoura vitivinícola – o grande setor produtivo do concelho de Torres Vedras no século XX – e em material de queima como fogareiros a petróleo e, mais tarde, candeeiros portáteis “Petromax” e aparelhos de gás.

A exposição “Memórias da Casa Hipólito”, que foi produzida em parceria com a Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras, está patente no Museu Municipal de Torres Vedras até ao final do ano.