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O vereador eleito pela CDU em Torres Vedras vai esmiuçar as dívidas da câmara de Torres Vedras mal tome posse.

Sérgio Cipriano é um estreante no executivo municipal e quer saber “qual a real dimensão da dívida da câmara aos fornecedores e às associações”.

O vereador comunista dá como exemplo a Associação da Fonte Grada que “espera há um ano que a câmara entregue as verbas protocoladas”.

Sérgio Cipriano pretende saber quantas associações estão nesta situação e considera que pagamento das dívidas deverá ser a prioridade do executivo socialista já no início no próximo mandato.

O anúncio foi feito numa conferência de imprensa destinada a fazer a aanálise dos resultados eleitorais em Torres Vedras, um concelho onde, a exemplo do resto do país, a CDU foi a única força política a crescer em número de eleitores.

Miguel Soares, coordenador da DORL – Direcção da Organização Regional de Lisboa e Oeste do PCP, acredita que os votos na coligação representaram mais do que a simples penalização do eleitorado ao governo de direita.

O dirigente considera que os cidadãos reconheceram o trabalho e deram um voto de confiança aos comunistas que “estiveram do lado da população nas lutas contra o desmantelamento do Hospital de Torres Vedras, o fecho de estações dos CTT, a reorganização das freguesias e, agora, pela não privatização dos serviços da água”.

Em Torres Vedras, a subida do número de eleitores para a CDU traduziu-se na eleição de um vereador e de três elementos para a assembleia municipal, mais um do que no mandato anterior.

Ao nível das freguesias, todos os eleitos comunistas vão ter como primeira missão propor o fim da reorganização administrativa e lutar pelo regresso das 20 freguesias ao concelho de Torres Vedras.

 

(Legenda: Teresa Oliveira, eleita assembleia municipal, Miguel Soares, coordenador da DORL, Sérgio Cipriano, vereador, Luís Filipe Cristóvão, coordenador da concelhia do PCP de Torres Vedras)