Os tempos de crise que se atravessam levaram muitas autarquias a manter abertas as cantinas escolares, em período de Verão, para fazer face às carências manifestadas por inúmeras famílias e, assim, poderem proporcionar uma refeição diária às crianças mais desfavorecidas.

Segundo a agência Lusa constatou junto das autarquias, um pouco por todo o país há cantinas abertas durante a interrupção letiva, ainda que, em muitos casos, o objetivo não seja apenas dar uma resposta social, mas também fornecer refeições às crianças que participam em atividades de férias.
A Câmara de Lisboa, por exemplo, à exceção de agosto, mantém em funcionamento 89 refeitórios escolares, onde estão a decorrer as atividades das Componentes de Apoio à Família (CAF), com mais de cinco mil crianças.
Refira-se que todos os inscritos nos programas ATL (ocupação de tempos livres) vão poder usufruir do serviço.
As famílias podem ter uma comparticipação total ou parcial sobre o valor de inscrição, desde que comprovada a carência socioeconómica.
Em Torres Vedras, a Câmara, as juntas de freguesia e algumas associações organizam atividades de ocupação do tempo de férias das crianças e jovens. Nalgumas existe uma redução do preço para alunos carenciados, como, por exemplo, no programa “Tempo de Férias”, que tem tido uma adesão de mais de 200 crianças e jovens por semana. Desta forma, têm acesso a uma refeição equilibrada e a atividades lúdico-pedagógicas.

Fontes: Lusa e Torres Vedras Web.

(Foto in: Jn.pt)